Domingo tem crochetaço na av. Paulista!

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Grupo de pessoas fazem crochê na av. Paulista – foto: divulgação

Fazer crochê no meio da rua quando esta é aberta ao lazer, pode? Mesmo que esta não esteja aberta ao lazer, não poderia? Pois é, no entendimento de um fiscal da prefeitura de São Paulo, não.

O meiofio, coletivo que faz crochê enfeitando as ruas de São Paulo, foi surpreendido por um fiscal da prefeitura na Paulista Aberta no domingo passado, tentando impedir a ação do grupo.

Segundo uma integrante do grupo, os fiscais estavam retirando camelôs e se juntaram para retirar a roda aberta de crochê.

“Há quase dois anos vamos uma vez por mês na Paulista aberta para fazer junto, ensinar, aprender, questionar o uso e velocidade da cidade. Tudo de graça.
Não adiantou explicar, pediram autorização da prefeitura.” – contou Carol Stoppa, do meiofio.

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Uma das ações feitas pelo Meiofio na av. Paulista – foto: divulgação

“Esta situação de abordagem não só é absurda como contrária ao espírito da Paulista Aberta.”- relatou no facebook Letícia Leda Sabino, do Sampapé, um dos movimentos idelizadores da Paulista Aberta.

Em resposta a essa ação, um crochetaço foi marcado para este domingo, 07 de maio, a partir das 10 h, no mesmo local: entre o Market Paulista e o parque Mário Covas.

“Apoiamos o crochetaço do próximo domingo como manifestação em defesa da ocupação espontânea e cidadã da cidade. Mais do que isso, convidamos todos a simplesmente trazer suas cangas e ler com os amigos, fazer piquenique, se juntar para desenhar ou tomar sol. Não é preciso saber fazer crochê, basta ir aproveitar todo esse espaço com pequenos grupos e atividades para mostrar como se faz uma Paulista Aberta para as pessoas.” – conclui Letícia.

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Bike de crochê feita durante evento gratuito na zona sul de São Paulo. foto: Página da Rachel

O que: Crochetaço

Onde: av. Paulista

Quando: domingo, 07 de maio, a partir das 10h.

 

 

 

 

 

 

 

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Evento em Floripa vai reunir mulheres que pedalam de todo o Brasil.

 

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Primeira edição do evento em Porto Alegre – foto: Caroline Rolim

Para discutir as questões das mulheres que pedalam e promover a união, sororidade e empoderamento, o Pedal das Gurias -de Porto Alegre – e as Pedaleirax – de Floripa – vão promover a segunda edição do evento: 100gurias100medo, de 15 a 18 de junho em Florianópolis.

O evento contará com a participação de mulheres ( de organizações ou não) do Brasil e também quer trazer uma representante do grupo “Ovarian Psycos“, de Los Angeles para exibição de documentário e roda de conversa.

O filme foi lançado em 2016 de forma independente e conta a história de 3 integrantes do grupo ( Ovarians) que lutam para transformar a sociedade por meio desse grupo de mulheres ciclistas. Veja um trecho aqui:

http://www.pbs.org/independentlens/videos/ovarian-psycos-women-find-strength-numbers-clip/

Na programação, além da exibição do documentário, haverá rodas de conversa, palestras, oficinas, feirinha de artes, shows, além do pedal dando a volta na ilha ( 100km). Também vai haver hospedagem solidária. Aqui, um teaser do evento:

 

Participam ainda as meninas de Salvador do La Frida, as Engraxadas (Rio de Janeiro). Eu também estarei lá cobrindo o evento. 🙂

Dá pra colaborar para o evento acontecer de várias maneiras. Comprando camiseta, divulgando entre as amigas,  divulgando nas redes sociais, oferecendo cotas de patrocínio e apoio para as empresas de amigues.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/festival-100gurias100medo

Se organize e participe! Vamos somar!

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Foto: Caroline Rolim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Artista procura ciclistas para intervenção em São Paulo

 

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Foto: divulgação

A produção da exposição Flower Messenger, do artista Makoto Azuma, está em busca de ciclistas para participarem de uma intervenção na cidade de São Paulo.

A performance acontecerá entre os dias 08 de abril a 07 de maio, data da inauguração da Japan House São Paulo, espaço que vai promover exposições, workshops e atividades, trazendo ao Brasil os mais relevantes criadores e empreendedores japoneses da atualidade nas artes, no design, na moda, na gastronomia, na ciência e na tecnologia.

O espaço abrigará ainda um restaurante dedicado à gastronomia japonesa, loja de produtos de alta qualidade produzidos no Japão, uma biblioteca e um café.

Idealizada por Marcello Dantas, Diretor de Programação da JAPAN HOUSE São Paulo, e Makoto Azuma, a Flower Messenger é uma intervenção móvel formada por 30 bicicletas floridas, que circularão juntas pelos principais cartões postais da cidade, como a Praça da Sé, av. Paulista, Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, bairro da Liberdade, entre outros, com arranjos que ressaltam cores, texturas e formatos, características sempre evidentes no trabalho do artista.

Se você curte pedalar, é maior de 18 anos e quer participar dessa intervenção, mande um email para flowermessengermakotoazuma@gmail.com, informando as datas que você poderia participar.

A produção fornecerá a bicicleta, o uniforme, alimentação e uma ajuda de custo para os participantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Largo da Batata tem comemoração com música, grafite e oficinas

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“A Batata precisa de você”numa das primeiras intervenções em 2014- Foto Rachel Schein

Para comemorar as conquistas do espaço nesta gestão, moradores do bairro, coletivos e  Subprefeitura de Pinheiros se reunem para uma celebração no Largo da Batata neste domingo, 11 de dezembro, no evento Viva a democracia participativa.

Pelo lado do poder público, a ideia é entregar o novo mobiliário urbano e fechar um ciclo. Do lado dos moradores do bairro e pessoas que participaram do processo de transformação do local, será um ato de comemoração aos avanços e conquistas.

” O poder público ainda tem muito o que caminhar, a gente sabe que cada passo foi suado, mas foi uma gestão que se inaugurou o processo de diálogo e de conquistas”- conta Fernanda Salles, participante dos coletivos “Batata Memo”, “Não largue a Batata” e “A Batata precisa de você”.15171269_10207901487396520_2448001617756197407_n

Fernanda foi quem criou a petição para a mudança de nome de “Estação Faria Lima”pra “Estação Largo da Batata”, através do “Batata Memo”.  Segundo Fernanda, isso ainda aguarda votação do PL do deputado Carlos Neder, mas a ideia agora é batalhar pra não se perder a memória da região: “Queremos que as ruas do entorno recebam nomes referentes a história da Batata”, diz.

Dentre as atividades já confirmadas, vai rolar uma intervenção de arte urbana com os artistas Eymard Ribeiro, Ricardo Akn e Ciro Schu,  Bike Anjo e oficina de jardinagem com as Batatas Jardineiras, entre outras.  A música fica por conta do TeatroSilva:

Veja aqui a programação completa:

9h às 17h Grafitagem dos Contêineres com Eymard, AKN, Ciro Schu / Bike Art e Pimp my Carroça
10h às 17h Exposição Fotográfica no Bicicletário;
10h às 17h Praia na Batata;
10h às 17h Bike Food e Comida de Rua;
11h Ativando o solo com materiais de baixo custo com as #BatatasJardineiras;
11 às 14h Bike Anjo – Oficina de Pequenos Ajustes;
11h às 17h Street Store – Doação de Roupas;
11h às 17h Rios e Ruas – Atividade sobre o Rio Verde;
11h30 Apresentação de Aikidô – Dojo Harmonia;
12h Cerimônia de Entrega do Mobiliário
12h30 Cia. Carpinteiros – ensaio aberto do espetáculo El Dourado – A cidade do Ouro;
12h30 Plantio de Árvore;
14h às 16h Desenho de observação do Largo da Batata / Varal de Desenhos com Márcia Cymbalista;
14h às 17h Oficina de memória “Meu Largo da Batata” com Ana Paula Ferraz;
16h TeatroSilva – Teatro e Música

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Grafite de Ciro Schu, que estará na Batata durante o dia 11. Foto: Divulgação

Confirme sua presença e apareça!

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Eventos de mobilidade focados em mulheres acontecem em São Paulo

Meninas do La Frida chegam a São Paulo neste domingo.

Meninas do La Frida estarão na Paulista Aberta neste domingo.

Dois eventos focados em mobilidade para mulheres acontecem nestes próximos dias 04 e 05 de dezembro em São Paulo.

No próximo domingo, 04 de dezembro, as meninas do coletivo “La Frida” chegam de Salvador diretamente para a av. Paulista no evento “Preta, vem de bike“. O projeto tem como objetivo promover o uso da bicicleta como inclusão social, igualdade étnica e igualdade de gênero e visa levar a mobilidade urbana da orla às periferias.

Como a Paulista é a nossa orla, nada melhor do que curtir a brisa paulistana pra trocar ideias e sentir o vento no rosto na avenida que tem reservado agora algumas horas para o lazer da população.

15252601_1716497835336737_5367580782458853174_o-2As meninas vão se encontrar as 9h na Praça do Ciclista para  um bate-papo e também vão dar uma forcinha a quem quiser aprender a pedalar. Depois das 10h, quando a avenida estiver aberta ao lazer, haverá uma pedalada.

MOBILIDADE URBANA E PERSPECTIVA PARA MULHERES

Visando criar um espaço para discutir a mobilidade sob a ótica das mulheres, na segunda-feira, 05 de dezembro, a WRI Brasil Cidades Sustentáveis, em parceria com o Sampapé, a Cidade Ativa, Corrida Amiga, ANTP e Pé de Igualdade , organizam o evento Mobilidade Urbana e a perspectiva das mulheres. As mulheres são maioria no transporte público e andando a pé, mas o planejamento urbano é quase sempre elaborado por e para homens.

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O evento começa as 9h da manhã com um panorama geral sobre política pública de mobilidade urbana e a participação das mulheres, depois segue com uma discussão sobre o padrão da mobilidade. Nessa mesa – que inicia as 11h-  participarão as meninas do La Frida, além das meninas do GT gênero da Ciclocidade, que apresentam dados da pesquisa recente feitas sobre o uso da bicicleta por mulheres em São Paulo. A tarde a discussão aborda o transporte público coletivo na perspectiva das mulheres. Esta mesa conta com Ana Carolina Nunes, do Sampapé e Mila Guedes que luta pela acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida na cidade de São Paulo.

O objetivo das discussões é apontar problemas, demandas e possíveis soluções para pessoas ligadas à mobilidade urbana e à área de políticas para mulheres, técnicos e técnicas e representantes de operadores de sistemas de transportes, acadêmicas e acadêmicos, profissionais das áreas correlatas, jornalistas, integrantes de conselhos participativos, gestores e gestoras da Prefeitura de São Paulo e de outras cidades da Região Metropolitana.

Se você nao puder participar, não se preocupe pois o evento será integralmente gravado e exibido posteriormente nas redes sociais.

O que: Preta, vem de Bike

Onde: Praça do Ciclista ( Paulista x Consolação)

Quando :domingo, dia 04 de dezembro as 9h

O que: Mobilidade Urbana e a perspectiva das mulheres

Onde: São Paulo Center (em frente ao Jockey Club), Sala Cidade Jardim
Endereço: Av. Lineu de Paula Machado, 1088

Quando: segunda-feira, dia 05 de dezembro, as 9h.

IMPORTANTE: Haverá bondes a pé saindo das estações Butantã do metrô e Cidade Jardim da CPTM até o evento. Acompanhe a página do evento pelo facebook para saber mais infos sobre horários, etc.

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Contra o machismo e pela igualdade de direito de pedalar, Selim Cultural faz passeio em São Paulo

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imagem: reprodução internet

Nós, mulheres, já sofremos assédio e preconceito quando estamos pedalando nas ruas, certo? Certo. Um passeio ciclístico seria então justamente um lugar seguro para mulheres, certo? Errado.

Depois de todo o movimento  alertando contra o machismo e contra o feminicídio ( morte de mulheres pela decorrência de gênero), uma ciclista foi vítima de uma atitude machista durante um passeio ciclístico.

O ocorrido foi na ciclovia da av Eliseu de Almeida e a vítima acabou sendo derrubada da bicicleta.

A página Selim Cultural publicou no facebook o seguinte depoimento:

“Uma coisa muito triste aconteceu ontem: uma amiga, a Tati, foi derrubada de cima da ciclovia da Eliseu de Almeida enquanto participava de um pedal. O autor da crueldade foi um senhor, que do alto do seu machismo propagava ‘mulher não pedala na minha frente’.
Após o ocorrido, Tati socorrida com escoriações leves, o senhor abandonou o pedal. ”

Para chamar a atenção sobre o ocorrido, neste dia 02 de novembro, vai rolar um pedal: o 7º passeio selim cultural Pedale como uma menina. 

“Vamos pedalar pela igualdade de direito de pedalar. Vamos pedalar como meninas, forte e com determinação. Vamos pedalar rosa, independente do gênero. Vamos pedalar com respeito e compartilhando espaço e gentileza”.  – completam o post.

O Selim Cultural é um projeto que existe desde 2014 e realiza passeios culturais pela cidade de São Paulo, apresentando atividades variadas, como exposições, arquitetura, patrimônio, gastronomia entre outros temas. Segundo a criadora do projeto Aline Riera, o grupo não é fixo: “a partir da manifestação de interesse, qualquer pessoa pode participar, bastando saber pedalar ter bicicleta e capacete”.

Aline ainda esclarece: “O Selim não tem apenas a bandeira contra o machismo. Nossa bandeira é a bike. Mas o que aconteceu foi muito grave, principalmente pelo fato dos envolvidos estarem participando de um pedal do SESC. E todos em volta ficaram assustados. Os meninos tiveram a ideia de sugerir que todos apareçam de rosa, mesmo que o mês de novembro seja o mês azul”.

O passeio será no dia 02 de novembro e a concentração está marcada as 9:30 da manhã na Rua Barão de Piracicaba, 610 – Bom Retiro, onde haverá uma visita ao espaço Porto Seguro de fotografia, que exibe a expo “Frida Kahlo, suas fotos, olhares sobre o México”. Depois o grupo seguirá para o MIS no Jardim Europa para uma visita a exposição sobre Frida Kahlo. O ingresso custa 6 reais para ambas as exposições. (Tentei comprar com antecedência, como informam no site, mas não consegui).

Compareça, pela igualdade de direito de pedalar!  Todxs convidadxs.

A recomendação é ir de rosa, mas não é obrigatório. Veja todas as infos aqui.

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imagem: reprodução internet

 

 

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Vamos defender o que conquistamos até agora? Nenhum centímetro a menos.

 

"Abrace uma ciclofaixa".

“Abrace uma ciclofaixa”. Arte do Reynaldo Berto

Depois de ouvir e ler as declarações do prefeito eleito da cidade de São Paulo João Doria Jr (PSDB), dizendo que vai remover as ciclovias onde não passa ninguém, proponho criarmos uma campanha intitulada “Abrace uma ciclofaixa”.

Funcionaria assim: cada um adota a ciclofaixa do seu bairro para proteger. Criamos uma rede entre nós, ciclistas para nos avisarmos de possíveis retiradas. Qualquer movimentação estranha, qualquer carro da prefeitura ou da CET estacionados perto de uma ciclofaixa com funcionários analisando o local ou retirando os tachões ou a pintura, avisamos uns aos outros e quem puder ou morar perto vai lá se juntar.

Isso poderia ser feito via whatsapp, telegram ou algum aplicativo. Alguma ideia?

Essa retirada poderá ser feita apenas a partir do ano que vem, quando ele assumir o mandato, mas se nos organizarmos a partir de agora, acredito que até lá já estejamos mais preparados.

Mesmo que na ciclovia não passe ninguém ainda, um dia sabemos que vai passar e o espaço estará lá. Domingo fui votar na PUC e meu filho subiu a João Ramalho pedalando. Eu empurrei, confesso, mas a ciclovia estava lá, para que eu pudesse subir empurrando e meu filho pedalando na frente, sem correr perigo.

A cidade dos nossos filhos precisa de ciclovias. A nova geração já está descobrindo que não dá pra ser refém do carro. A nova geração vive agora numa cidade onde um plano cicloviário existe <3.

Outras ações:

Um grupo de ciclistas já está organizando a primeira pedalada – pacífica – até a casa de João Dória nesta quarta-feira dia 05 de outubro.

A concentração da bicicletada está marcada as 18:00 na Praça do Ciclista. Veja mais informações aqui.

Na página do futuro prefeito há também uma enquete sobre mobilidade urbana,  minhocão e transporte público. Importante registrar lá sua participação e ficarmos de olho.

Por exemplo: o item que diz respeito a ciclovias. Se respondemos “Avaliar, manter o que não prejudique comércios locais e ampliar de forma planejada” significa retirar o que já tem e não fazer mais. Fiquem atentos. Também fotografem a tela para depois podermos cobrar o que pedimos. ( não sei se isso terá validade, mas vamos torcer e fazer a nossa parte).

Reprodução: Site João Dória

Reprodução: Site João Dória

Notem que retirada de radar e retorno da velocidade antiga das Marginais também está com apenas 16% de votos.

Reprodução: site João Doria

Reprodução: site João Doria

Ideias para nossa campanha são bem vindas!

Abrace uma ciclofaixa. Nenhum centímetro a menos.

 

 

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