Abaixo-assinado pede direitos iguais para as mulheres no ciclismo

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A fisioterapeuta Mirian Kracochansky começou a treinar o ciclismo de estrada em 1993. Desde então se depara com o mesmo problema: a falta de categorias para as mulheres no ciclismo: “Quando eu comecei, com mais de 30 anos, ou eu entraria na categoria iniciantes ou na profissional. A categoria iniciantes se destina aos adolescentes que estão tendo o primeiro contato com a modalidade do ciclismo de estrada e os profissionais são aqueles que vivem do esporte; ou seja não pude competir por não haver categoria por idades como nos demais esportes.” – conta Mirian.

Mirian acabou entrando para o Triatlon, que divide os atletas por categoria. O tempo passou e duas décadas depois foi convidada com sua equipe a participar de uma prova de estrada e quando foi fazer a inscrição, para sua surpresa a categoria feminino era única, ou seja, para mulheres de qualquer idade e preparo.

Para ela, a explicação para isso é que a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC ) acredita que o número de mulheres não seja suficiente para dividí-las em categorias,  mas alega que só em São Paulo, há mais de 300 mulheres pedalando para competir em ciclismo de longa distância.

Ela mesma treina 3x por semana com essa finalidade.

Para Marina Harkot, pesquisadora da FAUUSP em mobilidade urbana sob a perspectiva de gênero, a questão é cultural: “O próprio conhecimento e desenvolvimento corporais são tolhidos das meninas desde cedo – isso está no estímulo à certas atividades esportivas contra outras… – explica Marina. “Por que tem tão poucos meninos praticando dança e tão poucas meninas jogando futebol? E quando estas meninas jogam futebol e são ótimas, por que a diferença brutal no aporte feito pelos patrocinadores e na divulgação feita pelas transmissoras de TV?” – questiona.

Sentindo-se prejudicada, Mirian criou um abaixo-assinado ,que já tem mais de 10.000 assinaturas pedindo direitos iguais para as mulheres no ciclismo.

Um trecho do abaixo-assinado diz: “Nós apenas queremos o mesmo respeito e tratamento. Queremos competir com condições dignas de acordo com a nossa categoria! Teremos Olímpiadas este ano no Brasil, o momento ideal para mostrar que não existe discriminação de sexo ou idade no ciclismo brasileiro.”

Nada mais justo.

 

 

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